Wander Wildner passa por Santa Catarina para divulgar novo disco

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O músico gaúcho Wander Wildner já está em Santa Catarina para uma série de shows de divulgação de seu novo disco: “Existe Alguém Aí?”. Acompanhado de sua banda, o cancioneiro punk-brega começa a tour nesta quinta-feira, dia 16, no General Lee, em Floripa (mais informações aqui). Amanhã, se apresenta em Itajaí, no Green Pub (mais infos aqui), com abertura da banda local Silêncio de Chumbo. Para encerra a viagem no sábado, o show é no Bovary, em Joinville (mais infos aqui). Nesta data, quem abre a noite é a banda Don Capone, de Orleans.

Lenzi Brothers lança sétimo disco da carreira neste sábado. Confira uma entrevista com Marzio Lenzi

“Bandas de verdade ainda fazem discos”. Este é apenas um dos pensamentos sobre ter uma banda de rock que o articulado frontman da Lenzi Brothers, Marzio Lenzi, tem a apresentar aos leitores do Válvula Rock em uma rápida entrevista para falar o novo álbum do grupo, “4 Rodas no Chão”. O sétimo disco completo do trio será lançado oficialmente neste sábado na fan page da banda (clique aqui). Também no sábado, a banda faz o show de lançamento no Galeria Bar, em Lages (saiba mais aqui).

Com mais de 15 anos de estrada, a Lenzi Brothers é um ícone do rock autoral catarinense que segue acumulando milhagens. Dividido entre Lages e Balneário Camboriú, o grupo ainda se reúne para shows esporádicos, ensaios e gravações. O álbum que será lançado neste sábado foi gravado na Serra Catarinense no mês de dezembro e conta com 14 faixas. Uma das músicas já foi lançada na web e você escuta logo abaixo. Confira também o bate papo com Marzio na íntegra.

Como foi o processo de produção e gravação do novo disco? Alguma novidade em relação aos álbuns anteriores?

A novidade foi termos feito em família (mais em família ainda do que normalmente é). Temos um primo, o Steffan Duarte, que foi pra Londres há 7 anos, estudou áudio 2 anos e resolveu ficar por lá. Mas uma vez por ano ele vem visitar a família e numa dessas gravamos nosso disco. O processo foi o que alguns podem chamar de gravação caseira, mas o resultado nos agradou mais que muito estúdio profissional por aí. Ele trouxe seu home estúdio, levei o meu, misturamos tudo no meio da casa do meu tio em Lages e o resultado é o “4 Rodas no Chão’. Outra novidade foi o Eliezer Fagundes mandando ver nas teclas.

Trio durante a gravação 'caseira' do disco.
Trio durante a gravação ‘caseira’ do disco.

Hoje em dia, com a internet, muitas bandas investem no imediatismo de singles e EPs. A Lenzi Brothers trabalha com o processo inverso. Para vocês, chegando no sétimo álbum, qual a importância de gravar um disco inteiro?

Ainda achamos legal parar e ouvir um disco inteiro com calma em casa ou no carro. Sabemos que hoje o público tem o chamado ‘deficit de atenção entre uma notificação de rede social e outra’. Imagine, se até pra comer, entre uma garfada e outra a geração apple tem de dar uma olhada em quem fez a última curtida, imagine sentar pra ouvir um disco. Acho que se a gente fosse fazer música pensando na nova geração, não faríamos rock´n roll.

Não que façamos músicas pra tios, não, fazemos pra todo mundo, mas depois de lançarmos 6 discos, aparecer com “um novo EP de 3 canções” ou o novo single não faria sentido. Acho muito importante fazer um disco, é uma obra completa, um single é como pintar um quadro só com os peitos da Monalisa. Um álbum sacia quem gostou do som da banda. Detesto quando descubro uma nova banda boa que me agrada, ouço uma música e quando vou atrás do restante, ele não existe. Bandas de verdade ainda fazem discos.

O título do disco, “4 Rodas no Chão”, sugere que a Lenzi Brothers está pronta para voltar para a estrada. Uma turnê de divulgação está nos planos? Como vocês administram hoje em dia a vida pessoal de cada um com a agenda da banda?

Não, se rolar tour, maravilha, mas acho pouco provável, hoje em dia banda independente autoral com tour de 20 shows para divulgação, é só quem paga pra tocar e não temos mais 25 anos de idade pra isso. O título do disco tem haver com o fato de que durante mais de 10 anos, em uma fase intensa da banda, viajei trocentas vezes de Lages para Balneário Camboriú pela BR-282 para compromissos com a Lenzi Brothers.

Todo esse asfalto impregnou na minha mente e acabei compondo várias músicas com esse tema. Inevitavelmente, nos tornamos adultos e tornou-se mais difícil fazer 80 shows por ano enlouquecidamente como antes. Hoje com família, o carnê de financiamento da casa própria e a fatura do cartão de crédito, tivemos de dividir a banda com outras atividades ligadas à sobrevivência. Mas tenho planos de voltar a morar no litoral e as coisas vão ferver novamente.

Capa do novo disco ilustra as viagens de Marzio para o Litoral.
Capa do novo disco ilustra as viagens de Marzio para o Litoral.

A grande maioria das composições do disco são suas. Existe alguma música preferida neste álbum ou todas tem o mesmo valor pra você?

No início todas tem o mesmo valor, mas com o passar do tempo sempre tem aquelas que dão mais alegrias e aí a opinião muda.

 

Somaa e Sylverdale fazem show de lançamento de split hoje, em Joinville

Em dezembro do ano passado os apoiadores do projeto de crowndfouding para a gravação do split “Clube da Distorção e Quebradeira Vol. II” tiveram acesso ao disco físico, que conta com músicas das bandas joinvilenses Somaa e Sylverdale. Agora, cerca de quatro meses depois, chegou a hora do público conhecer como funciona o “Clube” ao vivo, no show oficial de lançamento do split. Será nesta noite, no Let It Be Pub, em Joinville (saiba mais aqui).

A apresentação também faz parte do projeto de financiamento coletivo, já que entre as cotas vendidas estavam a entrada para o show de lançamento do CD. Para o restante do público, o ingresso custa R$20 (homens) e R$10 (mulheres). Antes das bandas, a noite começa com a discotecagem de Evandro Vieira.

No ano passado o split entrou na lista feita pela equipe do Válvula Rock dos melhores discos catarinenses de 2014. Veja o que falamos sobre a parceria das bandas joinvilenses:

“Unir forças e contar com uma mão dos amigos foi a forma que as bandas Somaa e Sylverdale encontraram para viabilizar o disco “Clube da Distorção e Quebradeira Vol. II”. O split com 12 músicas, seis de cada grupo, promove uma divulgação maior a ambos. Eles arrecadaram através de um financiamento coletivo recursos para transformarem o projeto em um material palpável: um CD físico.

A iniciativa deu certo e as 12 faixas gravadas em Joinville soam até certo ponto homogêneas. Não dá pra dizer que Somaa e Sylverdale bebem de fontes diferentes, mas cada qual tem sua peculiaridade. A Somaa, encarregada das seis primeiras faixas, projeta melodias bem construídas sob as letras refectivas de Rafael Zimath. O trio segue uma métrica calculista nos arranjos, com várias passagens, riffs pesados, solos e oscilações entre barulho e calmaria.

Já a Sylverdale entrega de cara a sua afeição ao grunge e o rock alternativo dos anos 90. A tática de som limpo/distorção também está no seu cardápio. Ao contrário da Somaa, a Sylverdale escreve a maioria de suas canções em inglês, com Hesséx Cognato cantando com rouquidão enquanto as guitarras estouram ao fundo, remetendo a camisas de flanela em um porão qualquer. Sem faltar, ao fim, a melancolia de violão e vocal arrastado em “Before It Was Dark”.

Como curiosidade do disco, cada banda gravou uma composição da outra. Foi assim que “Go Ahead”, da Sylverdale, virou “Vá” nas mãos da Somaa. Enquanto “Três”, da Somaa, foi regravada pela Sylverdale, com a adição de teclados.”

Enzime faz show comemorativo de 20 anos hoje em Blumenau

Bons tempos do punk rock e hardcore melódico catarinense serão relembrados nesta noite no Don Pub, em Blumenau, com o show comemorativo de 20 anos da banda Enzime. Os ingressos custam R$15 e a abertura fica por conta da banda Vulcânia. Recentemente a Enzime disponibilizou na web os seus dois discos para download. Do As You Like! (2000) e A Eterna Busca de Um Lugar Legal pra Ir (2004), além de 6 faixas que entraram na coletânea Spirit of Youth(1998), podem ser baixados aqui.

Mosaico Adulto, de Joinville, lança primeiro EP

O mês de fevereiro fechou com mais uma boa novidade para a música catarinense. De Joinville, a banda Mosaico Adulto lançou seu primeiro EP na web na última semana. São cinco faixas divulgadas através do Soundcloud (ouça aqui), com influências declaradas do rock nacional da década de 80 e estilos que se destacaram em décadas seguintes, como o grunge e o indie. O quarteto vem desde 2013 trabalhando nas composições autorais e a primeira leva foi registrada no Bend Studio.

Entre as curiosidades deste mosaico está a função exercida pelo músico Tiago Luis Pereira. Baterista na Somaa, ele assume o posto de frontman e compositor neste projeto. Outra novidade é Paulo César Jr, guitarrista e baterista em outras bandas, como baixista. O grupo ainda conta com André Cidral na bateria e Álvaro Scheid na outra guitarra, que também tocam em outras bandas da cidade.

Com um trabalho muito bem apresentável em mãos, desde composições e arranjos, a gravação e projeto gráfico, a Mosaico Adulto prova que a safra de boas bandas na maior cidade do Estado está diretamente ligada a competência e maturidade dos músicos que se intercalam em diferentes projetos. Novos frutos virão em breve, como o novo disco da Fevereiro da Silva.

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Americanos do The Flying Eyes começam tour brasileira por Santa Catarina

Santa Catarina terá a honra de receber os dois primeiros shows da tour brasileira da banda americana The Flying Eys. Com apresentações em Florianópolis, na sexta-feira (06/03), e em Rio do Sul, no sábado (07/03), o quarteto de Baltimore fará ainda mais cinco shows no país, passando pelos estados do Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo. Na América do Sul, a banda faz hoje o seu segundo e último show na Argentina.

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Em Floripa a apresentação será na Célula, com abertura de duas novidades locais: a instrumental Monte Resina e a psicodélica/stoner Kill All The Superstars (KATSS). Mais informações aqui.

Já no Alto Vale a The Flying Eyes integra a extensa programação do Grito Rock Rio do Sul. Serão três dias e 17 atrações ao todo, contemplando em grande parte a cena local e regional com apresentações na Gaia Tattoo, Parque Harry Hobus e Porão do Duque, este último onde os americanos farão seu show. Confira todas as informações aqui.

Sobre os americanos

Quarteto de blues rock psicodélico fundado em 2007, quando seus integrantes mal haviam atingido a maioridade, o grupo possui quatro discos no currículo e extensas turnês por todo o continente europeu e norte-americano, além de passagem pela Índia.

A banda possui como características letras intensas e sonoridade calcada em referências como Cream, 13th Floor Elevators e outros mestres lisérgicos dos anos 60 e 70. Essa atmosfera vintage é acentuada pela voz sombria e vigorosa de Will Kelly, cuja timbragem às vezes remete à Jim Morrison na fase ‘Morrison Hotel/L.A. Woman’.

Ahoy! lança coletânea com 50 músicas de artistas que passaram pelo bar

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Em virtude de uma batalha judicial que se arrasta desde 2012, o Ahoy! Tavern Club, de Blumenau, vai finalmente mudar de local. Para celebrar esta mudança de fase na história do bar após 5 anos em seu primeiro endereço, eles lançaram na última semana uma coletânea com 50 músicas de artistas que passaram pela (agora) antiga sede do Ahoy!, na rua Paraíba. Baixe aqui.

De acordo com os sócios da casa, Leonardo Biz e Marcelo Kaiser, “a seleção foi feita tentando representar todos os estilos musicais que formam a essência do nosso bar. Tem indie, pop, stoner, heavy, folk, country, blues, soul, mpb, reggae, surf, ska, hard core, punk e é claro, muito rock”.

Além de nomes nacionais como Wander Wildner e Tenente Cascavel, internacionais como The Blank Tapes (EUA) e Jarrah Thompson Band (Austrália), a coletânea também mostra a importância do bar para a música autoral regional, destacando bandas como Stuart, Calvin, Madeixas, Provisório, We Music, Malungo, Parachamas, Vlad V entre outras.

O problema na justiça começou porque um vizinho entrou com uma ação para barrar os shows promovidos pelo Ahoy!. Isso fez com com que o palco do local não recebesse mais bandas, apenas festas com discotecagens temáticas. Enquanto a situação não tem uma decisão final, os proprietários decidiram procurar um novo espaço para dar continuidade no bar e retornar com as apresentações ao vivo, uma das marcas registradas dos primeiros anos do estabelecimento.