Bidê ou Balde em tour por Santa Catarina neste fim de semana

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O grupo gaúcho Bidê ou Balde inicia na noite desta sexta-feira uma tour pela região norte de Santa Catarina e Vale do Itajaí, com três apresentações marcadas nas cidades de Porto Belo, Joinville e Blumenau.

Nesta sexta-feira, a primeira parada é no Vintage Rock Bar, em Perequê, na cidade de Porto Belo. A casa fica na Rua Dorvalino Voltolini nº 1000, e os ingressos antecipados estão à venda por R$ 30 antecipados, em Itapema na loja Bandalheira, shopping Russi e Russi, em Porto Belo no Posto Tio Hugo, em Balneário Camboriú na loja Túnel Do Rock, e em Tijucas na Barão Tattoo. On line os ingressos são encontrados no site Ingresso Nacional (https://www.ingressonacional.com.br/evento/4473/show-nacional-bide-ou-balde). Na hora as entradas custam R$ 40. A abertura fica por conta da banda Superchess.

Já em Joinville o show será neste sábado, no Bovary Snooker Bar, que fica na rua Visconde de Taunay, 168. Os ingressos custam R$ 30 para os homens e R$ 20 para as mulheres.

Fechando a tour em grande estilo, no domingo é a vez da cidade de Blumenau receber os gaúchos da Bidê ou Balde. O show desta vez será no Teatro Carlos Gomes (Rua XV de Novembro, 1181 – Centro), a partir das 20h, com abertura da banda blumenauense Clube dos Corações Partidos. Os ingressos estão à venda pelo site Blueticket a partir de R$ 33. Compras pelo link: ww.blueticket.com.br/13794/Bide-ou-Balde

​Maratona de shows marca o lançamento da B.O.I. neste domingo

Dez bandas e rock autoral pra todos os gostos. Assim acontece o lançamento do grupo B.O.I. – Bandas Organizadas Independentes – nete domingo, no Vintage Rock Bar, em Perequê, na cidade de Porto Belo.

Das 14h às 22h irão passar pelo palco as bandas fundadoras do movimento: Comodoro, Helvéticos, Ou3tórya, Ninguém Sabe, Supernova Jam, Silêncio de Chumbo, Estiveback, Scarlett, Ruca e Yellow Box.

Os ingressos para curtir tantas bandas custam somente R$ 20 antecipados (à venda no Green Pub, em Balneário Camboriú, com as próprias bandas e nas lojas Beagle de Itapema, Bombinhas, Itajaí e Balneário Camboriú) e R$ 30 na hora do evento.

A iniciativa busca oferecer aos grupos autorais da região do litoral norte de Santa Catarina uma força maior na busca de apoios, shows, intercâmbios com outras regiões, e na maior visibilidade para as bandas de um modo geral, de forma unida e coletiva.
O Válvula Rock apoia a iniciativa!

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Wander Wildner passa por Santa Catarina para divulgar novo disco

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O músico gaúcho Wander Wildner já está em Santa Catarina para uma série de shows de divulgação de seu novo disco: “Existe Alguém Aí?”. Acompanhado de sua banda, o cancioneiro punk-brega começa a tour nesta quinta-feira, dia 16, no General Lee, em Floripa (mais informações aqui). Amanhã, se apresenta em Itajaí, no Green Pub (mais infos aqui), com abertura da banda local Silêncio de Chumbo. Para encerra a viagem no sábado, o show é no Bovary, em Joinville (mais infos aqui). Nesta data, quem abre a noite é a banda Don Capone, de Orleans.

Lenzi Brothers lança sétimo disco da carreira neste sábado. Confira uma entrevista com Marzio Lenzi

“Bandas de verdade ainda fazem discos”. Este é apenas um dos pensamentos sobre ter uma banda de rock que o articulado frontman da Lenzi Brothers, Marzio Lenzi, tem a apresentar aos leitores do Válvula Rock em uma rápida entrevista para falar o novo álbum do grupo, “4 Rodas no Chão”. O sétimo disco completo do trio será lançado oficialmente neste sábado na fan page da banda (clique aqui). Também no sábado, a banda faz o show de lançamento no Galeria Bar, em Lages (saiba mais aqui).

Com mais de 15 anos de estrada, a Lenzi Brothers é um ícone do rock autoral catarinense que segue acumulando milhagens. Dividido entre Lages e Balneário Camboriú, o grupo ainda se reúne para shows esporádicos, ensaios e gravações. O álbum que será lançado neste sábado foi gravado na Serra Catarinense no mês de dezembro e conta com 14 faixas. Uma das músicas já foi lançada na web e você escuta logo abaixo. Confira também o bate papo com Marzio na íntegra.

Como foi o processo de produção e gravação do novo disco? Alguma novidade em relação aos álbuns anteriores?

A novidade foi termos feito em família (mais em família ainda do que normalmente é). Temos um primo, o Steffan Duarte, que foi pra Londres há 7 anos, estudou áudio 2 anos e resolveu ficar por lá. Mas uma vez por ano ele vem visitar a família e numa dessas gravamos nosso disco. O processo foi o que alguns podem chamar de gravação caseira, mas o resultado nos agradou mais que muito estúdio profissional por aí. Ele trouxe seu home estúdio, levei o meu, misturamos tudo no meio da casa do meu tio em Lages e o resultado é o “4 Rodas no Chão’. Outra novidade foi o Eliezer Fagundes mandando ver nas teclas.

Trio durante a gravação 'caseira' do disco.
Trio durante a gravação ‘caseira’ do disco.

Hoje em dia, com a internet, muitas bandas investem no imediatismo de singles e EPs. A Lenzi Brothers trabalha com o processo inverso. Para vocês, chegando no sétimo álbum, qual a importância de gravar um disco inteiro?

Ainda achamos legal parar e ouvir um disco inteiro com calma em casa ou no carro. Sabemos que hoje o público tem o chamado ‘deficit de atenção entre uma notificação de rede social e outra’. Imagine, se até pra comer, entre uma garfada e outra a geração apple tem de dar uma olhada em quem fez a última curtida, imagine sentar pra ouvir um disco. Acho que se a gente fosse fazer música pensando na nova geração, não faríamos rock´n roll.

Não que façamos músicas pra tios, não, fazemos pra todo mundo, mas depois de lançarmos 6 discos, aparecer com “um novo EP de 3 canções” ou o novo single não faria sentido. Acho muito importante fazer um disco, é uma obra completa, um single é como pintar um quadro só com os peitos da Monalisa. Um álbum sacia quem gostou do som da banda. Detesto quando descubro uma nova banda boa que me agrada, ouço uma música e quando vou atrás do restante, ele não existe. Bandas de verdade ainda fazem discos.

O título do disco, “4 Rodas no Chão”, sugere que a Lenzi Brothers está pronta para voltar para a estrada. Uma turnê de divulgação está nos planos? Como vocês administram hoje em dia a vida pessoal de cada um com a agenda da banda?

Não, se rolar tour, maravilha, mas acho pouco provável, hoje em dia banda independente autoral com tour de 20 shows para divulgação, é só quem paga pra tocar e não temos mais 25 anos de idade pra isso. O título do disco tem haver com o fato de que durante mais de 10 anos, em uma fase intensa da banda, viajei trocentas vezes de Lages para Balneário Camboriú pela BR-282 para compromissos com a Lenzi Brothers.

Todo esse asfalto impregnou na minha mente e acabei compondo várias músicas com esse tema. Inevitavelmente, nos tornamos adultos e tornou-se mais difícil fazer 80 shows por ano enlouquecidamente como antes. Hoje com família, o carnê de financiamento da casa própria e a fatura do cartão de crédito, tivemos de dividir a banda com outras atividades ligadas à sobrevivência. Mas tenho planos de voltar a morar no litoral e as coisas vão ferver novamente.

Capa do novo disco ilustra as viagens de Marzio para o Litoral.
Capa do novo disco ilustra as viagens de Marzio para o Litoral.

A grande maioria das composições do disco são suas. Existe alguma música preferida neste álbum ou todas tem o mesmo valor pra você?

No início todas tem o mesmo valor, mas com o passar do tempo sempre tem aquelas que dão mais alegrias e aí a opinião muda.

 

Somaa e Sylverdale fazem show de lançamento de split hoje, em Joinville

Em dezembro do ano passado os apoiadores do projeto de crowndfouding para a gravação do split “Clube da Distorção e Quebradeira Vol. II” tiveram acesso ao disco físico, que conta com músicas das bandas joinvilenses Somaa e Sylverdale. Agora, cerca de quatro meses depois, chegou a hora do público conhecer como funciona o “Clube” ao vivo, no show oficial de lançamento do split. Será nesta noite, no Let It Be Pub, em Joinville (saiba mais aqui).

A apresentação também faz parte do projeto de financiamento coletivo, já que entre as cotas vendidas estavam a entrada para o show de lançamento do CD. Para o restante do público, o ingresso custa R$20 (homens) e R$10 (mulheres). Antes das bandas, a noite começa com a discotecagem de Evandro Vieira.

No ano passado o split entrou na lista feita pela equipe do Válvula Rock dos melhores discos catarinenses de 2014. Veja o que falamos sobre a parceria das bandas joinvilenses:

“Unir forças e contar com uma mão dos amigos foi a forma que as bandas Somaa e Sylverdale encontraram para viabilizar o disco “Clube da Distorção e Quebradeira Vol. II”. O split com 12 músicas, seis de cada grupo, promove uma divulgação maior a ambos. Eles arrecadaram através de um financiamento coletivo recursos para transformarem o projeto em um material palpável: um CD físico.

A iniciativa deu certo e as 12 faixas gravadas em Joinville soam até certo ponto homogêneas. Não dá pra dizer que Somaa e Sylverdale bebem de fontes diferentes, mas cada qual tem sua peculiaridade. A Somaa, encarregada das seis primeiras faixas, projeta melodias bem construídas sob as letras refectivas de Rafael Zimath. O trio segue uma métrica calculista nos arranjos, com várias passagens, riffs pesados, solos e oscilações entre barulho e calmaria.

Já a Sylverdale entrega de cara a sua afeição ao grunge e o rock alternativo dos anos 90. A tática de som limpo/distorção também está no seu cardápio. Ao contrário da Somaa, a Sylverdale escreve a maioria de suas canções em inglês, com Hesséx Cognato cantando com rouquidão enquanto as guitarras estouram ao fundo, remetendo a camisas de flanela em um porão qualquer. Sem faltar, ao fim, a melancolia de violão e vocal arrastado em “Before It Was Dark”.

Como curiosidade do disco, cada banda gravou uma composição da outra. Foi assim que “Go Ahead”, da Sylverdale, virou “Vá” nas mãos da Somaa. Enquanto “Três”, da Somaa, foi regravada pela Sylverdale, com a adição de teclados.”

Raimundos traz para Santa Catarina turnê de 20 anos

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Comemorando 20 anos de estrada, os brasilienses do Raimundos passarão por Santa Catarina em quatro shows neste mês de abril. A primeira data é amanhã, dia 3, em Urussanga, no Ventuno Pub (mais informações aqui). No sábado, dia 4, a banda toca em São Francisco do Sul, no Banana Joe (informações aqui). O grupo ainda retorna ao Estado para mais duas apresentações neste mês: no dia 17 em São Bento do Sul (informações aqui) e dia 18 em Timbó (informações aqui).

Ícone do rock nacional nos anos 90 e 2000, o Raimundos está celebrando os 20 anos com uma turnê especial, repleta de hits. O quarteto, que ainda conta com Digão e Canisso da formação clássica, lançou no ano passado o disco de estúdio Cantigas de Garagem, que agradou tanto a imprensa quanto ao público. Recentemente o Raimundos lançou o clipe da música Gordelícia, extraída deste álbum, que você confere abaixo:

Festa Weekend Wars traz argentinos da Petit Mort para Itajaí. Confira um bate papo com a banda

A noite promete ser quente na festa Weekend Wars, que rola nesta sexta-feira no At Home, na Praia Brava, em Itajaí. Geralmente marcada pelas discotecagens, a festa do produtor Léo T. Motta traz desta vez duas ótimas bandas para o palco da casa. Além dos manézinhos do Skrotes, a argentina Petit Mort retorna a cidade com o recém-lançado disco Bit The Hook debaixo do braço (escute aqui).

O trio de hermanos recentemente se mudou para Floripa e tem rodado o país divulgando a sua mescla de grunge, stoner e metal. A Weekend Wars de hoje conta ainda com a discotecagem do Válvula Rock, com Flavio R. no comando. Mais informações aqui.

Com a bagagem pronta para embarcar para Itajaí, a guitarrista e vocalista da banda, Michelle Mendez bateu um papo rápido com o Válvula Rock e falou sobre a repercussão de Bit The Hook no Brasil. Confira:

Porque vocês escolheram Florianópolis para fixar residência?

No ano de 2013 a gente fez 70 shows no Brasil, foram 5 turnês só nesse ano. A gente recebe convites pra fazer shows no Brasil o tempo todo. Estávamos vindo muito seguido, aí pra fazer o lançamento de Bite The Hook ficou mais fácil vir e morar do que continuar indo e voltando pra Buenos Aires. Além disso, o Brasil é um ponto de partida ótimo pra Europa. A gente fez vários shows na ilha e grandes amigos que nem os Skrotes, adoramos e não fica tão longe de casa (Buenos Aires).

Como tem sido a repercussão do novo disco?

A repercussão de Bite The Hook está muito massa! A imprensa brasileira está acompanhando muito, todos os dias têm matérias da Petit Mort e do disco, estamos muito felizes com a resposta. Estamos tocando todas as músicas de Bite the hook ao vivo, temos lançado ele nos carnavais de DF, Goiás e Minas Gerais, nos dias 20, 21, 22, 23 vamos apresentar ele em SC, e 26, 27, 28, 29 no Rio de Janeiro. Queremos apresentar o disco no Brasil todo.

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Qual a diferença do meio independente aqui para na Argentina?

O Brasil tem uma cena autoral independente muito admirável, bandas de muita qualidade conectadas e produtores fazendo grandes festivais com boas estruturas de palco pras bandas autorais de sua cidade, se conectando com outros produtores de outras partes do país. É um país gigante com 220 milhões de brasileiros e grandes capitais, dá pra circular infinitamente. Argentina é um país bem menor e com a cena centralizada em Buenos Aires. As distâncias entre cidades são bem maiores (a Patagonia tem muito deserto). Após o acidente de Cromañon (em 2004, quando morreram 300 pessoas num show de uma banda de rock and roll muito conhecida porque o local pegou fogo) a prefeitura fechou muitos lugares para música ao vivo e ainda hoje dia continuam fechando.

A banda já rodou em turnês pela América e Europa, existe algo por ai parecido com o som que o Skrotes faz?

Skrotes é uma banda fodástica! Música admirável! Não temos compartilhado o palco com nenhuma banda similar não. A cena instrumental do Brasil é muito massa também e o público está bem receptivo a propostas novas.