Festa Weekend Wars traz argentinos da Petit Mort para Itajaí. Confira um bate papo com a banda

A noite promete ser quente na festa Weekend Wars, que rola nesta sexta-feira no At Home, na Praia Brava, em Itajaí. Geralmente marcada pelas discotecagens, a festa do produtor Léo T. Motta traz desta vez duas ótimas bandas para o palco da casa. Além dos manézinhos do Skrotes, a argentina Petit Mort retorna a cidade com o recém-lançado disco Bit The Hook debaixo do braço (escute aqui).

O trio de hermanos recentemente se mudou para Floripa e tem rodado o país divulgando a sua mescla de grunge, stoner e metal. A Weekend Wars de hoje conta ainda com a discotecagem do Válvula Rock, com Flavio R. no comando. Mais informações aqui.

Com a bagagem pronta para embarcar para Itajaí, a guitarrista e vocalista da banda, Michelle Mendez bateu um papo rápido com o Válvula Rock e falou sobre a repercussão de Bit The Hook no Brasil. Confira:

Porque vocês escolheram Florianópolis para fixar residência?

No ano de 2013 a gente fez 70 shows no Brasil, foram 5 turnês só nesse ano. A gente recebe convites pra fazer shows no Brasil o tempo todo. Estávamos vindo muito seguido, aí pra fazer o lançamento de Bite The Hook ficou mais fácil vir e morar do que continuar indo e voltando pra Buenos Aires. Além disso, o Brasil é um ponto de partida ótimo pra Europa. A gente fez vários shows na ilha e grandes amigos que nem os Skrotes, adoramos e não fica tão longe de casa (Buenos Aires).

Como tem sido a repercussão do novo disco?

A repercussão de Bite The Hook está muito massa! A imprensa brasileira está acompanhando muito, todos os dias têm matérias da Petit Mort e do disco, estamos muito felizes com a resposta. Estamos tocando todas as músicas de Bite the hook ao vivo, temos lançado ele nos carnavais de DF, Goiás e Minas Gerais, nos dias 20, 21, 22, 23 vamos apresentar ele em SC, e 26, 27, 28, 29 no Rio de Janeiro. Queremos apresentar o disco no Brasil todo.

petit mort

Qual a diferença do meio independente aqui para na Argentina?

O Brasil tem uma cena autoral independente muito admirável, bandas de muita qualidade conectadas e produtores fazendo grandes festivais com boas estruturas de palco pras bandas autorais de sua cidade, se conectando com outros produtores de outras partes do país. É um país gigante com 220 milhões de brasileiros e grandes capitais, dá pra circular infinitamente. Argentina é um país bem menor e com a cena centralizada em Buenos Aires. As distâncias entre cidades são bem maiores (a Patagonia tem muito deserto). Após o acidente de Cromañon (em 2004, quando morreram 300 pessoas num show de uma banda de rock and roll muito conhecida porque o local pegou fogo) a prefeitura fechou muitos lugares para música ao vivo e ainda hoje dia continuam fechando.

A banda já rodou em turnês pela América e Europa, existe algo por ai parecido com o som que o Skrotes faz?

Skrotes é uma banda fodástica! Música admirável! Não temos compartilhado o palco com nenhuma banda similar não. A cena instrumental do Brasil é muito massa também e o público está bem receptivo a propostas novas.

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